Eigengrau I
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Eigengrau III
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Eigengrau II
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Eigengrau I
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Eigengrau​

 

“Pode se chamar de contemporâneo só aquele que não

se deixa cegar pelas luzes do século e que é capaz de

distinguir nela a parte da sombra, sua íntima escuridão” 

Giorgio Agamben

  

            O termo Eigengrau, título da série, advém da língua alemã e denomina um tom de cinza que aparece apenas na ausência de luz, um fenômeno que funciona como um processo de “revelação fotográfica” aos olhos humanos, raramente constatado no dia-a-dia, porém repleto de variações tonais, que podem ser observadas uma vez que o olho permanece na escuridão. A inspiração da série se dá na metáfora da revelação de algo imperceptível, não apenas na pintura, mas também, das nuances secretas da própria personalidade humana.

            As pinturas foram realizadas, ao longo de um ano, nos encontros de Walter, com o também artista e dançarino, Felipe Pereira, onde questionamentos íntimos eram discutidos, elaborados e expressos através de textos, vídeos, fotografias e da pintura. Durante as vivências foram abordados temas como solidão, sexo, perda do afeto, despersonalização, tristeza e experiência de vida contemporânea.

            O intuito de Muller é revelar através da pintura realidades internas, muitas vezes omitidas, que não estão representadas nas selfies das mídias sociais. Em Eigengrau, há personas, seres sem certezas, vulneráveis, suscetíveis, um lado sombra que habita nas partes mais escuras da psique.